Agora que já aprendemos a formar a escala maior e dar nomes aos intervalos, podemos formar também a escala menor. A relação entre elas é muito simples: a terça, sexta e sétima são meio tom abaixo da escala maior. Voltemos, então à estrutura em graus da escala maior:

Ora, se trouxermos a terça, a sexta e a sétima meio tom abaixo, teremos:

Assim, temos a estrutura, em graus, da escala menor. Para se montar qualquer escala menor, basta-se partir da nota da escala que se quer, e contar: tom, semitom, tom, tom, semitom e tom.
Agora, existe uma forma de facilitar a memorização da escala menor: ela é a escala maior, mas contada da sexta nota até a quinta: Vejamos, por exemplo, a escala de Ré maior: D E F# G A B C#. Se colocarmos todas as suas notas na ordem, mas partindo da sexta (B) temos: B C# D E F# G A. Vejamos como fica:

Ora, temos a seqüência de tons e semitons exatamente igual à da escala menor, portanto, temos a escala menor de B.
Assim, toda escala maior possui uma escala relativa menor, ou seja, aquela que segue as mesmas notas da escala maior, mas partindo-se da sexta nota. No caso exemplificado, a escala menor relativa de D maior é B menor.
O contrário também é válido. Se verificarmos na escala de Bm a nota D, ela é a terça menor, e se colocarmos as notas da escala menor de B em ordem partindo do D, temos a escala maior de D. Assim, toda escala menor possui uma relativa maior, que é aquela que parte da sua terça menor.
Para testar os conhecimentos tente montar a escala menor de D (D E F G A Bb C). A relativa maior é a escala de F.
Agora tente montar a escala menor de E (E F# G A B C D). A relativa maior é a escala de G.
Simples, não? Lembre-se que qualquer dúvida o SOS Viola pode te atender!
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